segunda-feira, 25 de junho de 2012

AS LUAS - MAIO - A LUA ESCURA OU NEGRA

A Lua Escura - Maio
O nome do mês de Maio em gaélico é Bealtaine que, tradicionalmente, marca o primeiro dia de verão na Irlanda. Para nós do Hemisfério Sul, a natureza está em oposição em relação ao Hemisfério Norte, é quando começamos adentrar os mistérios das noites frias do inverno.
Pronúncia em gaélico: Bealtaine - Maio
Celebramos a Lua Escura neste mês, período em que a terra inicia seu tempo de descanso, reunindo forças vitais para despertar uma nova vida na primavera. É a lua ideal para conectar-se com as forças divinas e aos ancestrais da terra.

Fonte bibliográfica:
Adaptação - Caminhos Pagãos - Gwydion O’Hara

A Lua Negra é quando não há luz visível na Lua, ela encontra-se negra, profundamente negra.
Ela representa a transformação, detentora de todos os mistérios…
Esta é a fase mais complexa o Inicio e o Fim, e nesta época geralmente é quando vamos ao mais profundo de nosso ser é quando na maior escuridão surge a luz da esperança do recomeço do ciclo eterno.
Vivenciamos a época do Festival de Samhain, onde poderemos invocar a renovação e a abundância da terra e dos seus habitantes, através dos mitos irlandeses que retratam a união dos Deuses, Dagda e Morrighan. Lembrando que há uma grande diferença entre o "invocar" e o "evocar". Invocar é pedir uma inspiração ou ajuda a uma divindade. Evocar é chamar para si, fazer aparecer ou manifestar, uma entidade ou um espírito.
Dagda, o Grande Deus da prosperidade e da abundância, possuidor do caldeirão mágico, que simboliza as essências do saber e da inspiração, que alimenta todas as criaturas, saciando suas necessidades físicas e espirituais. Além de uma harpa mágica, que convocava as estações do ano e amenizava a dor dos que passaram para o Outro Mundo, considerado o Senhor da vida e da morte.
Morrighan, a Grande Rainha, está associada às forças da natureza, representando o grande útero da terra, onde a vida nasce e morre, para que assim haja a renovação da fecundidade. Ela é considerada a Deusa da morte, do amor físico e da guerra.
Morrighan e Dagda se unem em Samhain, para garantir o renascimento da vida em Beltane. O mito explicava o desaparecimento do sol no inverno e seu reaparecimento no verão, o eterno equilíbrio das forças da natureza.
O caldeirão é um símbolo que se repete em muitos contos celtas, podemos celebrar também a Deusa Ceridween, Senhora da Lua Minguante, caso queira ritualizar com a tradição galesa, em vez da irlandesa. Observando todos esses aspectos e fazendo uma correlação à Roda do Ano Druídica, é essencial ritualizarmos visando a renovação e a transição para uma nova realidade, que surge após as noites escuras da alma.
Aproveite o último estágio da Lua Minguante, que antecede a Lua Nova, e faça o seguinte:
Desenhe uma estrela de cinco pontas com giz branco, no chão, em cada ponta, coloque uma pedra de granada, num total de cinco pedras. No centro coloque o caldeirão e acenda uma vela branca dentro dele. Queime seis folhas de louro nas chamas da vela, mentalizando que aja transmutação de todas as energias negativas.


Que assim seja... Bênçãos plenas!

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